segunda-feira, 16 de maio de 2016

Especificidade EJA

Organização escolar para atender o EJA



     O EJA é um espaço que atende crianças e adolescentes no período diurno e no período noturno é "emprestado" o espaço para os estudos dos jovens e adultos, o problema é que nem todos os jovens e adultos possuem tempo livro para estudar.

     A uma grande diversidade de idade no EJA, pois a população brasileira possui um grande índice de pessoas que não concluíram o ensino básico.

     Porém, como o espaço é "emprestado" ao fazerem suas atividades e/ou ao termino da aula, os alunos (adultos) devem limpar todo o ambiente, mantendo-o sempre limpo e organizado para as crianças do período diurno. O que é um absurdo, o cúmulo já que a educação é um direito de todos os cidadãos.

domingo, 15 de maio de 2016

A organização do Tempo Pedagógico no Trabalho Docente: Entre o Prescrito e o Realizado.

A Ordenação do Tempo Escolar


     O tempo escolar é institucional, organizativo e é fato cultural, como tal resulta de uma construção histórica. 

     O tempo escolar, tal como ocorre hoje nas escolas, ou seja, com a distribuição de conteúdos, matérias e atividades durante o ano letivo e o estabelecimento de horários, é o fruto de mudanças das concepções de educação escolar e das reformas educacionais.

     Embora os tempos escolares tenham sido definidos pelo currículo nacional  único e pela legislação, as discussões em torno dessa dimensão importante no trabalho educativo ganharam relevância no início do século XXI.

     Essas discussões trazem elementos para a reflexão sobre a sequencia temporal que orienta a organização do trabalho escolar, as diferentes formas pelas quais passou e tem passado, bem como suas múltiplas temporalidades, seus usos e significados.

     A organização do tempo escolar caminha junto com a institucionalização da escola pública e ganha a legitimação de ritmos e tempos sob o controle do Estado.

     A prescrição do tempo por meio de calendários, rotinas, programas e projetos na escola tem como foco as práticas escolares, atividade principal da organização do ensino. 

      

A arquitetura escolar

A arquitetura escolar e os diferentes espaço formativo da escola


     A importância da arquitetura escolar e a história da evolução dos prédios escolares perpassam o próprio desenvolvimento da educação brasileira, além de revelarem as simbologias e os aspectos culturais de diferentes momentos históricos.


     Nos embates e reflexões sobre questões educacionais nos últimos anos, a qualidade da educação tornou-se tema recorrente, indispensável, o que evidencia a necessidade de analisar as deficiências na busca por minimizá-las.


     Diante da importância da educação para o desenvolvimento de um país, e levando em conta a necessidade de condições adequadas para que esta seja planejada e exercida, tem-se a arquitetura escolar como fator fundamental, que deve ser pensado visando ao beneficiamento das condições de ensino.


     A arquitetura escolar é um importante ramo de estudo para a compreensão da história e evolução das edificações escolares e para o entendimento do valor atribuído à educação no Brasil.  Por serem portadores de significados múltiplos, a arquitetura e o espaço escolar têm se constituído nos últimos anos em promissoras vertentes investigativas. Neste sentido, sob a ótica da Psicologia Ambiental, este trabalho se propõe a dialogar sobre como o espaço da sala de aula pode influenciar o processo de ensino-aprendizagem. 


     Para situar a arquitetura escolar nos diferentes tempos históticos,  pesquise em livros ou na internet fotos de prédios escolares no Brasil (como os da imagem abaixo) e tente expressar em plantas e palavras sua reação diante das diferentes realidades.


     No Brasil Colônia são prédios de colégios religiosos, alguns transformados hoje, em Museus. No século XIX, temos os antigos prédios de Liceus e Ateneus públicos ou privados nas capitais e internatos religiosos, muitos transformados hoje em faculdades privadas. Na primeira década do século XX, focalize as Escolas Normais ou Institutos de Educação. 


     De 1950 em diante, existe grande variedade de prédios públicos e privados, de escolas onde se oferecem as diversas etapas e modalidades de educação. No caso do Brasil, muitos prédios foram ocupados para a expansão da escola pública, nem sempre desenhados especificamente para fins pedagógicos. 







Os diferentes  espaço formativos da escola


     Para refletirmos juntos sobre os diferentes espaços para ação docente temos que considerar, em princípio, alguns aspectos ligados às novas demandas educacionais, resultantes do avanço dos processos econômico.


     A todo momento somos alertados para a necessidade de uma de atualização profissional constante. Profissionais de todos os setores são convidados a se colocarem em dia com os avanços em suas respectivas áreas de intervenção.

      O professor, como profissional que é, também não pode ficar alheio essa tendência e precisa procurar maneiras de estabelecer sistemáticas de atualização em seu campo profissional, sob pena de se ver defasado, inadequado para sua tarefa especifica, que é organizar situações de aprendizagem para que o aluno se aproprie do saber historicamente acumulado.


     As justificativas para essa busca incessante de conhecimento e competência são estabelecidas por fatores vários, dos quais arrolamos abaixo os mais importantes, a nosso ver.




Espaço e Currículo

        A própria palavra que alguns educadores calvinistas do final do século XVI utilizaram para designar uma seqüência de estudos —curriculum— remete para o caráter espacial desse artefato escolar: entre os romanos, curriculum era o espaço ou a pista de corrida na qual os atletas entravam em competição. Como bem demonstrou Hamilton (1992), o uso escolar de curriculum refletiu, desde o início, uma preocupação tanto com a coerência estrutural (disciplinar), quanto com a sequenciação (ordem/ordenamento) dos estudos, de modo a impor um maior, mais sistemático e mais impessoal controle ao funcionamento da educação escolarizada. Nesse sentido, esse construto coloca-se a serviço do movimento de ordenamento que, então, se expandia pela Europa; ou, para usar as palavras de Foucault, a serviço da episteme clássica da ordem e da representação. 

        Neste ponto, podemos fazer uma pergunta bem direta: além da denotação espacial da palavra usada por aqueles educadores calvinistas, existe algum outro vínculo direto e, digamos, mais profundo, entre currículo e espaço? 


        Para dar uma resposta satisfatória a essa pergunta, é preciso mencionar a ruptura epistemológica que ocorreu na primeira metade do século XVI —à qual denominei virada disciplinar (Veiga-Neto, 1996)— e para a qual contribuíram alguns intelectuais da época, especialmente Juan-Luis Vives. Conforme descrevi e argumentei pormenorizadamente, o seu clássico —ainda que hoje pouco conhecido— De disciplinis rompe com a disposição antiga e medieval dos saberes —doTrivium e Quadrivium—, estável e monótona, e propõe uma nova disposição: disciplinar, mutável, dinâmica. Uma nova disposição mais de acordo com um mundo que se expandia (geograficamente) e com uma espacialização (astronômica, cultural, epistemológica, etc.) que, como já referi, se abria para o infinito. Para Santidrián (1995, p.17), a obra de Vives objetiva "desmontar praticamente toda a cultura medieval, cujo esquecimento e desprezo parecem radicais", de modo a abrir os espaços do pensamento humano ao infinito, tanto horizontal quanto verticalmente: "horizontalmente, em novos campos de conhecimento; verticalmente, em cada vez menores subdivisões numa dada linha hierárquica que vai do mais geral para o cada vez mais particular" (Veiga-Neto, 1996, p.228). 


        Assim, essa nova disposição disciplinar dos saberes correspondeu —e pretendeu dar uma resposta satisfatória— à nova concepção espacial do mundo —infinito e contínuo—, que se engendrava nos primórdios da Modernidade. Não mais um mundo medieval, dividido e descontínuo —entre o dentro e o fora da cidade; entre o sagrado e o profano; entre o supra e o infra-lunar; entre o Trivium e o Quadrivium—, heterogêneo, fechado, finito; mas um novo mundo, agora contínuo, homogêneo, aberto e infinito.


        Se o Trivium e o Quadrivium eram pensados como uma divisão prática dos saberes, com a virada disciplinar as novas disciplinas passam a ser entendidas como uma representação de uma realidade mais profunda, uma representação da própria natureza do mundo, a manifestação de uma ontologia que lhes é anterior. É bem por isso que elas tornam-se tão centrais para o currículo. Na medida em que o currículo, como já referi, foi idealizado como um artefato capaz de colocar uma ordem comum na educação escolarizada, de que outro elemento se dispunha, então, com tamanha capacidade de representar o que se pensava ser a realidade do mundo? Que outro elemento poderia, ao mesmo tempo, tornar duplamente manifesta uma ontologia e ser operável em termos práticos e organizacionais?


        Pode-se dizer, então, que o currículo é um dispositivo envolvido com a resinificação do espaço, na medida em que ele é pensado e funciona como uma estrutura classificatório-disciplinar. E por ser uma estrutura, o currículo estrutura, isso é, é um estruturante; por ser uma estrutura disciplinar, o currículo é um estruturante disciplinar. Em conseqüência, ele gera, no amplo âmbito em que atua, o entendimento não apenas de que os saberes têm (naturalmente) uma distribuição disciplinar que é espacial, mas também de que o próprio mundo tem essa, e apenas essa, espacialidade.

 
        Enquanto dispositivo, o currículo tem operadores através dos quais ele se coloca em movimento e vai dispondo ordenações minuciosas na maquinaria escolar. Alguns desses operadores estão particularmente envolvidos com a construção da espacialidade moderna. Esse é o caso dos calendários, dos cronogramas e, principalmente, dos horários escolares. Vejamos alguns detalhes sobre esses últimos.


        Dizer que os horários escolares ensinam um tipo de percepção e de usos do tempo é uma trivialidade. O que quero argumentar, aqui, é que eles estão também ensinam um tipo de percepção e de uso do espaço, um tipo de propriedade e abrangência simbólica do espaço, além de propiciarem uma conexão entre tempo e espaço.



sábado, 14 de maio de 2016

Organização Escolar por Alternância

     A Pedagogia da Alternância consiste em uma Metodologia de Organização do ensino escolar de diferentes experiências formativas distribuídas ao longo de tempos e Espaços Distintos, tem como finalidade uma formação profissional. Esse Método começou a Tomar forma em 1935 a Partir das insatisfações de um pequeno grupo de Agricultores Franceses com o Sistema Educacional de seu País, o como especificidades da Educação para o Meio rural. Uma Experiência brasileira a Pedagogia da alternância começou em 1969 no estado do Espírito Santo, onde foram construídas as três primeiras Escolas Famílias Agrícolas. Essa Proposta pedagógica ainda é discutida com pouca ênfase em nosso meio Acadêmico. A Pedagogia da alternância atribui grande importância à Articulação entre momentos de Atividade no meio sócio profissional do Jovens e momentos de atividade escolar propriamente dita, nos quais se focaliza o Conhecimento Acumulado, considerando sempre como Experiências concretas dos educandos. Por isso, além das disciplinas Escolares Básicas, a Educação nesse contexto engloba temáticas relativas à vida associativa e comunitária,  ao meio ambiente e à Formação integrante no Meio Profissional, Social, Político e Econômico (Gimonet, 1999; Estevam, 2003; Silva, 2005 ; Begnami, 2006). A Pedagogia alternativa se caracteriza por alternar a formação do aluno entre momentos no ambiente escolar e momentos  no ambiente familiar / comunitário. A proposta é desenvolver um processo de ensino de aprendizagem continua, em que o aluno percorre o trajeto propriedade.

A Escola e a Questão Ambiental

     A questão ambiental na escola é  importante para o desenvolvimento da educação, principalmente a infantil, as características cognitivas, físicas, linguísticas, motoras, sociais e emocionais ocorrem desde o nascimento até a adolescência. Os conteúdos estudados se aplicam ao estudo do corpo humano, a Natureza, a saúde, classificação dos seres vivos e a conservação dos recursos naturais. Os assuntos abordados são de interesse de toda a sociedade brasileira, devido à riqueza da sua fauna e flora e também pela necessidade da melhoria da qualidade de vida. O Brasil é um país que tem vários ecossistemas e uma grande biodiversidade de seres vivos, mas que estão seriamente ameaçados pela poluição, pela caça predatória, pelo desmatamento e pelo tráfico de animais. A escola é o local mais adequado para o desenvolvimento de habilidades e competências do indivíduo. É na escola que a criança vai ter contato com conteúdos diversos nas áreas de humanas, biológicas e exatas, além de desenvolver o convívio social com outros alunos e com os educadores.
                                     


A Educação ambiental é um tema moderno, cujo objetivo é formar cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente em que vivem, preservando a qualidade de vida da sua comunidade e, ao mesmo tempo, gerenciando as atividades conservacionistas que favoreçam a sobrevivência das futuras gerações. Segundo Sídio, Machado (2003, p.468), "com base na educação ambiental, a ecologia estuda o modo como o indivíduo e a sociedade humana se relaciona com o ambiente". Segundo a Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996, no artigo 32, cita que o ensino fundamental "terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade". A nova diretriz da educação brasileira surgiu para democratizar o ensino nos seus vários níveis. Valoriza a educação como dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O espaço físico e sua relação no desenvolvimento e na aprendizagem da criança.

O desenvolvimento e a aprendizagem da criança.



     Buscando uma perspectiva de sucesso para o desenvolvimento e aprendizagem do educando no contexto da educação infantil o espaço físico torna-se um elemento indispensável a ser observado. A organização deste espaço deve ser pensada tendo como principio oferecer um lugar acolhedor e prazeroso para a criança, isto é, um lugar onde as crianças possam brincar criar e recriar suas brincadeiras sentindo-se assim estimuladas e independentes. Diferentes ambientes se constituem dentro de um espaço.


     O espaço criado para a criança deverá estar organizado de acordo com a faixa etária da criança, isto é, propondo desafios cognitivos e motores que a farão avançar no desenvolvimento de suas potencialidades. O espaço deve estar povoado de objetos que retratem a cultura e o meio social em que a criança está inserida.

     Reconhecendo que a criança é fortemente marcada pelo meio social em que se desenvolve, e que também deixa suas próprias marcas neste meio, que tem a sua família como o seu principal referencial, apesar de todas as relações que ocorrem em todos os níveis sociais, o espaço infantil deve priorizar remeter a história da criança para o seu contexto e através disto promover a troca de saberes entre as crianças. Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998, vol 1, p. 21-22): “as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que vivem. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um intenso trabalho de criação, significação e ressignificação”. As interações que ocorrem dentro dos espaços são de grande influência no desenvolvimento e aprendizagem da criança. 

     O educador não deve ser visto como figura central do processo de ensino aprendizagem, mas sim como alguém mais experiente que aprende e permite ao educando aprender de forma mais lúdica possível. Devemos destruir a crença de que a criança só aprende se um professor ensinar, e de que só o professor é responsável pelo desenvolvimento de todas as potencialidades da criança. A criança através do meio cultural, da suas interações com o meio seja em um trabalho individual ou coletivo é a verdadeira construtora do seu conhecimento.


     Os espaços construídos para criança e com a criança devem ser explorados pela mesma, em uma relação de interação total, de aprendizagem, de troca de saberes entre os pares, de liberdade de ir e vir, de prazer, de individualidades, de partilhas, enfim, de se divertir aprendendo.