No século XV a Europa o relógio representava o passar
do dia, no começo ele despertou, muita desconfiança. Ninguém queria depender de
uma máquina! A luz natural e sinos dividiam muito claramente o dia e a noite!
Durante a Idade Média e um pouco da Idade Moderna, os
homens costumavam regra o seu tempo por meio de outros referencias. Eles faziam
a contagem através dos sinos da igreja e a passagem do tempo acontecia, muitas
vezes, através da observação dos fenômenos naturais.
A vida cotidiana anterior à Revolução Industrial era
essencialmente agrária, com forte ligação ao cultivo da terra e à observação da
passagem natural do tempo (estações do ano, período de chuva e seca etc.), cujo
objetivo era prever períodos de escassez. A industrialização formou os grandes
centros urbanos e exigiu uma dinâmica acelerada da vida cotidiana, nunca vista
nas sociedades tradicionais. O uso de metais pela indústria pesada
(metalúrgicas e siderúrgicas), tais como o ferro, possibilitou a criação de uma
diversidade enorme de maquinários.
A experiência de um cotidiano acelerado também se
relaciona com a própria velocidade com a qual se inventam artefatos
tecnológicos e, na mesma medida, outros tantos desses artefatos se tornam
obsoletos. Podemos citar, por exemplo, dois dispositivos eletrônicos que eram
considerados muito avançados há apenas vinte anos e que hoje se mostram ainda
mais sofisticados. São eles: o telefone móvel (celular) e o computador pessoal.
Da década de 1990, esses dois tipos de utensílios eram
considerados de acesso limitado, devido ao preço elevado, relacionado ao seu
grau de sofisticação. Hoje em dia, temos variações do computador pessoal, como
o notebook e o ultrabook, mais leves, portáteis e velozes. Os telefones
celulares contam hoje com serviço de internet, câmera fotográfica e filmadora
digital, além de alguns outros dispositivos que nos poupam um tempo que seria
gasto, por exemplo, se tivéssemos que efetuar uma ligação, em via pública, nos
antigos telefones públicos (“orelhões”).
Hoje em dia já dependemos da tecnologia, praticamente
para tudo, e é visível a irritação com a queda da conexão de internet, ilustra
a relação que há entre uma experiência acelerada de tempo (acesso rápido à
internet) e uma expectativa frustrada que sempre é gerada pela falta imediata
dessa facilidade.

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